sexta-feira, março 08, 2013

"Precisa?"


Colocam todos os livros sobre seus ombros para demonstrar a rigidez intelectual de seus membros, sábios são os leitores de Sócrates, de Demócrito, dos pensadores alemãs, dos filósofos gregos, dos homens pensantes, das cabeças arguidas sobre o custo das palavras, a racionalidade dificultosa complica, serão eles transformadores da sociedade? Dizem-se ser, indiferentes à estupidez humana junto com Einstein. Custa-me acreditar na capacidade de tantos homens se tornarem robôs, e de tantos homens se desumanizarem para nada se tornar depois do ser. O verbo limita, e eles findam no vazio de nada se tornarem depois do fim da palavra, nem adjetivos chegam à os alcançar, el... já nada serão, não terão nome, enquanto isso... Homens intelectuais vivem suas teorias chulas à base do Renascimento, pensando saber de algo, embora tardem a cair no "Só sei que nada sei" de seu pai, um dia hão de chegar lá. O homem nasce com uma inteligência intrínseca imensurável, embora sejamos capazes de averiguar o quanto a vida nos tem a ensinar, sem desmerecer os debates causados por nós mesmos, por nós humanos entre nós humanos, buscando o beneplácito de nossa existência. Afinal, O que diferencia o seu intelectual do cidadão alheio é a quantidade de dias que você passou lendo um livro e que ele passou observando o céu. O sol o pode ter cegado, e seu livro o pode ter ensinado, mas assim como ele se lembra bem da cor do sol, seus conhecimentos nunca serão perdidos. O caso é que a escolha nos é feita brevemente e dada o veredicto por nós mesmos, o que resta saber é se o que te interessa é a mudança do céu ou a algazarra das palavras. Entretanto, o que me é de maior incômodo é o dorso medroso que as pessoas exibem para se encobrir do perigo de descobrirem que elas são tão irrelevantes quanto qualquer outro, no cru, somos todos um verbo inferior ao Ser.

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Fui aparelhado para gostar de pássaros.